domingo, agosto 27, 2006

 

Quem são os Atuais Deputados?

Para conhecer melhor quem são algunes dos atuais deputados veja as informaçõe abaixo

RELAÇÃO DOS DEPUTADOS E SEUS CRIMES

Junior Betão - PL / AC - Declaração falsa de Imposto de Renda, Mafia das Sanguessugas
João Correia - PMDB / AC - Declaração falsa de Imposto de Renda, Mafia das Sanguessugas
Ronivon Santiago - PP / AC - Máfia das ambulancias
João Caldas - PL / AL - Mafia das Sanguessugas
Benedito de Lira - PP / AL - Mafia das Sanguessugas
Davi Alcolumbre - PFL / AP - Corrupção Ativa
Amauri Gasques - PL / AP - Mafia das Sanguessugas
Benedito Dias - PP / AP - Mafia das Sanguessugas
Eduardo Seabra - PTB / AP - Mafia das Sanguessugas
Paulo Magalhaes - PFL / BA - Lesão Corporal
Guilherme Menezes - PT / BA - Improbidade Administrativa
Josias Gomes da Silva - PT / BA - Mensalão
Coriolano Sales - PFL / BA - Mafia das Sanguessugas
Zelinda Novaes - PFL / BA - Mafia das Sanguessugas
Mário Negromonte - PP / BA - Mafia das Sanguessugas
Reginaldo Germano - PP / BA - Mafia das Sanguessugas
Almeida de Jesus - PL / CE - Mafia das Sanguessugas
Aníbal Gomes - PMDB / CE - Improbidade Administrativa
Zé Gerardo - PMDB / CE - Crime de Responsabilidade
José Linhares - PP / CE - Improbidade Administrativa
Marcelo Teixeira - PSDB / CE - Sonegação Fiscal
Jorge Pinheiro - PL / DF - Crime Ambiental
Tatico - PTB / DF - Crime contra a ordem tributaria. - Receptaçao de carga roubada
Marcelino Fraga - PMDB / ES - Crime Eleitoral, Mafia das Sanguessugas
Feu Rosa - PP / ES - Máfia das ambulancias
Sandro Mabel - PL / GO - Crime contra a ordem tributaria.
Carlos Alberto Lereia - PSDB / GO - Lesão Corporal
Jovair Arantes - PTB / GO - Improbidade Administrativa, Mafia das Sanguessugas
Clovis Fecury- PFL / MA - Crime contra a ordem tributaria.
Remi Trinta - PL / MA - Estelionato
Albérico Filho - PMDB / MA - Apropriação Indébita
Ribamar Alves - PSB / MA - Mafia das Sanguessugas
Antonio Joaquim - PSDB / MA - Improbidade Administrativa
Ademir Prates - PDT / MG - Falsidade Ideologica
Roberto Brant - PFL / MG - Mensalão
Aelton Freitas - PL / MG - Crime de responsabilidade e estelionato
Jaime Martins - PL / MG - Crime Eleitoral
Cabo Júlio - PMDB / MG - Crime Militar, Mafia das Sanguessugas
Ibrahim Abir-Ackel - PP / MG - Ligação com o Valerioduto
Marcio Reinaldo Moreira - PP / MG - Crime Ambiental
Eduardo Azeredo - PSDB / MG - Ligação com o Valerioduto
João Magno de Moura - PT / MG - Lavagem de Dinheiro
Romeu Queiroz - PTB / MG - Corrupção Ativa e Lavagem de Dinheiro
Vittorio Medioli - PV / MG - Sonegação Fiscal
Isaías Silvestre - PSB / MG - Mafia das Sanguessugas
José Militão - PTB / MG - Mafia das Sanguessugas
Osmânio Pereira - PTB / MG - Mafia das Sanguessugas
João Grandão - PT / MS - Máfia das ambulancias
Pedro Henry - PP / MT - Lavagem de dinheiro, corrupção passiva e Mafia das Sanguessugas.
Thelma de Oliveira - PSDB / MT - Improbidade Administrativa
Ricardo de Freitas - PTB / MT - Improbidade Administrativa
Wellington Fagundes - PL / MT - Mafia das Sanguessugas
Teté Bezerra - PMDB / MT - Mafia das Sanguessugas
Ricarte de Freitas - PTB / MT - Mafia das Sanguessugas
Ann Pontes - PMDB / PA - Máfia das ambulancias
Jader Barbalho - PMDB / PA - Improbidade Administrativa e Lavagem de dinheiro.
José Priante - PMDB / PA - Crime contra o sistema Financeiro
Paulo Rocha - PT / PA - Mensalão
Inaldo Leitão - PL / PB - Crime contra o patrimonio publico, Mafia das Sanguessugas
Benjamin Maranhão - PMDB / PB - Crime Eleitoral
Enivaldo Ribeiro - PP / PB - Crime contra a ordem tributaria, Mafia das Sanguessugas
Carlos Dunga - PTB / PB - Máfia das ambulancias
Raimundo Santos - PL / PB - Mafia das Sanguessugas
Inocencio Oliveira - PMDB / PE - Crime de escravidão
Pedro Correa - PP / PE - Mensalão
Severino Cavalcanti - PP / PE - Propina de dono de restaurante no congresso
Gonzaga Patriota - PSB / PE - Apropriação Indébita.
Julio Cesar - PFL / PI - Peculato e Lavagem de dinheiro.
Ciro Nogueira - PP / PI - Crime contra a ordem tributaria e Prevaricação.
Abelardo Lupion - PFL / PR - Sonegação Fiscal
Chico da Princesa - PL / PR - Crime Eleitoral
Giacobo - PL / PR - Crime contra a ordem tributaria e sequestro.
André Zacharow - PMDB / PR - Improbidade Administrativa
Jose Borba - PMDB / PR - Mensalão
Dilceu Sperafico - PP / PR - Apropriação Indébita.
José Janene - PP / PR - Improbidade Administrativa e Lavagem de dinheiro.
Ricardo Barros - PP / PR - Sonegação Fiscal
Suely Campos - PP / PR - Crime eleitoral
Airton Roveda - PPS / PR - Peculato
Alex Canziani - PTB / PR - Peculato
Iris Simões - PTB / PR - Mafia das Sanguessugas
Laura Carneiro - PFL / RJ - Improbidade Administrativa, Mafia das Sanguessugas
Carlos (Bispo) Rodrigues - PL / RJ - Máfia das ambulancias
Almerinda Carvalho - PMDB / RJ - Máfia das ambulancias
Nelson Bronier - PMDB / RJ - Improbidade Administrativa
Julio Lopes - PP / RJ - Falsidade Ideologica
Itamar Serpa - PSDB / RJ - Crime contra o consumidor, Mafia das Sanguessugas
Roberto Jefferson - PTB / RJ - Mensalão
Almir Moura - PFL / RJ - Mafia das Sanguessugas
Reinaldo Betão - PL / RJ - Mafia das Sanguessugas
Reinaldo Gripp - PL / RJ - Mafia das Sanguessugas
José Divino - PRB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Vieira Reis - PRB / RJ - Mafia das Sanguessugas
João Mendes de Jesus - SB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Paulo Baltazar - PSB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Dr. Heleno - PSC / RJ - Mafia das Sanguessugas
Paulo Feijó - PSDB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Elaine Costa - PTB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Fernando Gonçalves - PTB / RJ - Mafia das Sanguessugas
Nélio dias - PP / RN - Mafia das Sanguessugas
Nilton Capixaba - PTB / RO - Mafia das Sanguessugas
Alceste de Almeida - PTB / RR - Peculato, Formação de quadrilha e Mafia das Sanguessugas
Paulo Jose Gouvea - PL / RS - Porte Ilegal de Arma
Darcisio Perondi - PMDB / RS - Improbidade Administrativa
Eliseu Padilha - PMDB / RS - Corrupção Passiva
Érico Ribeiro - PP / RS - Crime contra a ordem tributaria.
Edir de Oliveira - PTB / RS - Mafia das Sanguessugas
Edison Andrino - PMDB / SC - Crime de responsabilidade
Paulo Afonso - PMDB / SC - Crime contra o sistema Financeiro e Improbidade Administrativa.
Cleonâncio Fonseca - PP / SE - Mafia das Sanguessugas
Jackson Barreto - PTB / SE - Improbidade Administrativa
João Hermann Neto - PDT / SP - Apropriação Indebita
Valdemar Costa Neto - PL / SP - Mensalão
Wanderval Santos - PL / SP - Mensalão e Corrupção Passiva
Gilberto Nascimento - PMDB / SP - Máfia das ambulancias
Paulo Lima - PMDB / SP - Extorção e sonegação fiscal
Celso Russomanno - PP / SP - Crime Eleitoral, Peculato e Agressão
Ildeu Araujo - PP / SP - Crime Eleitoral
João Batista - PP / SP - Falsidade Ideologica, Mafia das Sanguessugas
Professor Irapuan - PP / SP - Crime Eleitoral.
Vadão Gomes - PP / SP - Mensalão e Improbidade Administrativa
Vanderlei Assis - PP / SP - Crime eleitoral e Mafia das Sanguessugas
Elimar Máximo Damasceno - PRONA / SP - Falsidade Ideologica
Antonio Carlos Pannunzio - PSDB / SP - Crime de responsabilidade
João Paulo Cunha - PT / SP - Lavagem de Dinheiro
Jose Dirceu - PT / SP - Mensalão
José Mentor - PT / SP - Corrupção Passiva
Professor Luizinho - PT / SP - Lavagem de Dinheiro
Luiz Antonio Fleury - PTB / SP - Improbidade Administrativa
Jovino Candido - PV / SP - Improbidade Administrativa
Bispo Wanderval - PL / SP - Mafia das Sanguessugas
Irapuan Teixeira - PP / SP - Mafia das Sanguessugas
Marcos Abramo - PP / SP - Mafia das Sanguessugas
Ricardo Estima - PPS / SP - Mafia das Sanguessugas
Edna Macedo - PTB / SP - Mafia das Sanguessugas
Jefferson Campos - PTB / SP - Mafia das Sanguessugas
Newton Lima - PTB / SP - Mafia das Sanguessugas
Maurício Rabelo - PL / TO - Mafia das Sanguessugas
Osvaldo Reis - PMDB / TO - Apropriação Indebita
Pastor Amarildo - PSC / TO - Mafia das Sanguessugas
Eduardo Gomes - PSDB / TO - Crime Eleitoral, Mafia das Sanguessugas
Ronaldo Dimas - PSDB / TO - Crime eleitoral
Lino Rossi - licenciado / Mafia das Sanguessugas

NÃO ACEITE DESCULPAS
NÃO REELEJA NINGUÉM

 

Eleição deve renovar mais de 60% da Câmara, dizem especialistas

ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

O índice de renovação da Câmara dos Deputados após as eleições deve chegar a 62%, segundo estimativa do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Historicamente os índices de renovação da Câmara oscilam entre 40% e 60%. Em 2002, o índice de renovação foi de 46%.
O percentual deve aumentar porque os técnicos do Diap acreditam que os eleitores devem rechaçar nas urnas os candidatos suspeitos de envolvimento com denúncias, como a máfia das ambulâncias e o mensalão.
A expectativa é que o eleitorado opte por nomes novos para tentar "limpar" a Câmara. Seria uma reação à decisão do plenário da Câmara, que negou o pedido de cassação de 11 mensaleiros, por exemplo.
O Diap, a consultoria Arko Advice e o cientista político David Fleischer fazem esse trabalho de futurologia há anos. Os três concluíram que o PT será o partido mais punido nas urnas e o PMDB deverá eleger a maior bancada.
Os votos dos petistas deverão migrar para partidos de esquerda como PSB, PDT e PPS. Já o crescimento do PMDB, PFL e PSDB será decorrente da perda de vagas no parlamento do PTB, PP e PL, os partidos do 'mensalão'.
"Este Congresso vai pagar um preço alto em função da paralisação nas votações, da eleição de Severino Cavalcanti [para a presidência da Casa] e das denúncias do mensalão e sanguessuga. Houve uma série de matérias importantes aprovadas, como as reformas do Judiciário e Eleitoral, mas isso ficou em segundo plano por causa da crise", avalia Antonio Augusto de Queiroz, diretor de documentação do Diap.
Bancada
Pelas análises do Diap, da Arko Advice e do professor David Fleischer, o PMDB deverá eleger de 80 a 110 deputados em outubro. Em 2002, o partido elegeu 75. A bancada hoje soma 82 parlamentares. O PT, que nas últimas eleições emplacou 91 deputados e hoje tem 81, deve eleger entre 45 a 75 deputados.
Fleischer é o mais pessimista. Para ele, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve chegar à Câmara com no máximo 50 parlamentares em 2007.
O PFL, que elegeu 84 e encerra a legislatura com 65, deve eleger entre 65 e 80 deputados em outubro. O PSDB também não deverá crescer. O partido elegeu 70 deputados em 2002 e tem hoje 58 representantes, deverá eleger de 65 a 80 deputados em outubro.
Analistas políticos avaliam que os partidos de direita e centro-direita também deverão ter redução significativa em suas bancadas nas eleições de outubro. A expectativa é que as bancadas do PL, PP e PTB irão minguar. Em comum esses partidos têm o carimbo de suspeita de envolvimento com o "mensalão". Em contrapartida siglas de centro-esquerda, como PDT e PSB, devem crescer.A aposta é que os votos do PT devem migrar para o PDT e o PSB. "O PT será o partido mais atingido porque foi o operador desse processo do 'mensalão'. O partido vai ser muito prejudicado com uma redução significativa de sua bancada", avalia Queiroz.
Uma comparação do Diap com prognóstico da consultoria Arko Advice e do cientista político David Fleischer indicou que o PDT deve passar dos atuais 20 deputados para algo entre 25 e 35 nas eleições de outubro. O PSB deverá crescer de 28 para entre 30 e 40 deputados.

 

Limpar o Congresso


Editorial do Jornal O Estado do Paraná [20/06/2006]

Não é fácil ser otimista num país em que “dá vergonha de ser honesto”, como dizia Rui Barbosa.

A impunidade vem de longe e a política tem sido um ambiente para negociatas, omissões e uso criminoso do dinheiro do povo. Não por todos os políticos, mas por um número bastante expressivo. A impunidade beneficiou os parlamentares indiciados e condenados pela Comissão de Ética da Câmara e alguns deles tiveram a desfaçatez de, às vésperas da possível cassação de seus mandatos, renunciar para voltarem a ser candidatos. Será que o eleitorado vai reeleger essa gente que envergonha o País? Suspeita-se que sim, pois há uma cultura de condescendência, que tende a perdoar aqueles que exploram o povo, mas justificam-se cumprindo, vez ou outra, o que é de sua obrigação. Ou praticam a política do clientelismo, mofando de uma nação carente, que tem gente precisando trocar seu voto por um naco de pão, um subemprego, alguns tostões ou mesmo uma dentadura ou uma cadeira de rodas. Benefícios aparentes concedidos com o uso de dinheiro do próprio povo.

Alentadoras são as opiniões de alguns analistas políticos. Eles consideram que as denúncias de corrupção que atingiram o Congresso deverão ter repercussões nas urnas. Em sua avaliação, a Câmara Federal deverá ter uma grande renovação neste ano. Acreditam que essa oxigenação deverá chegar a 62%, índice próximo do verificado nas eleições de 1990. Essa renovação historicamente vai de 40 a 60%. Os analistas acham que o eleitorado vai tentar limpar a Câmara, fazendo o que os deputados deixaram de fazer quando absolveram onze de seus colegas envolvidos no escândalo do mensalão.

Possível, se bem que não provável, pois mesmo os partidos não vêm cuidando dessa higienização. O PT paulista, por exemplo, já decidiu apresentar como candidatos dois deputados de suas hostes que foram condenados pela Comissão de Ética da Câmara.

Os números otimistas, aqueles que falam em saneamento do Congresso, vêm do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). A entidade comparou suas conclusões com as da consultoria Arko Advice e do cientista político David Fleischer. Este faz, há anos, esse exercício de futurologia. “Este Congresso vai pagar um preço alto em função da paralisação nas votações, da eleição de Severino Cavalcanti (eleito presidente da Câmara, denunciado por negociatas e que acabou renunciando) e das denúncias do mensalão e sanguessugas. Houve uma série de matérias importantes aprovadas, como as reformas do Judiciário e eleitoral, mas isso ficou em segundo plano por causa da crise”, entende Antonio Augusto de Queiros, diretor do Diap.

Embora desejáveis, achamos essas previsões demasiado otimistas. O próprio Severino Cavalcanti tem grandes chances de voltar ao Congresso. É candidato nas próximas eleições e mesmo depois de ter renunciado ao mandato para não ser cassado, continuou freqüentando Brasília e os gabinetes governamentais. Sem mandato, continuou com os privilégios políticos, trabalhando para se reeleger.

Aliás, as próprias pesquisas demonstram que nas eleições presidenciais, todos os escândalos já viraram história. Ou estórias da carochinha.

 

Blog censurado no Amapá



Do blog de Alcilene, do Amapá:
"Acabei de tirar do ar o post com “a foto” do muro pintado.
Recebi a notificação com a liminar concedida pelo TRE-AP ao processo 435/2006, movido pela coligação “União pelo Amapá” de Waldez Góes e José Sarney, contra esse importante veículo de comunicação que é o meu blog.
Se eu não tirasse “a foto” do ar, pagaria multa de dois mil reais por dia."



Acesse o blog clicando no título

quarta-feira, agosto 23, 2006

 

CPI divulga nomes de 27 investigados e livra 4 de processo no STF


GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília

O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), divulgou nesta quarta-feira o nome de 27 novos parlamentares que serão investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por suposto envolvimento na máfia dos sanguessugas.

A lista mostra, no entanto, que quatro dos 90 parlamentares investigados pela CPI dos Sanguessugas escaparam tanto do pedido de cassação quanto do indiciamento no Supremo. Os deputados Josias Quintal (PSB-RJ), Nilton Baiano (PP-ES), Paulo Magalhães (PFL-BA) e o ex-ministro da Saúde, Saraiva Felipe (PMDB-MG), saíram ilesos das investigações sobre a máfia dos sanguessugas até esse momento.

Confira abaixo os nomes dos 27 investigados pelo STF:
Jorge Pinheiro (PL-DF)
Carlos Nader (PL-RJ)
Josué Bengtson (PTB-PA)
Coronel Alves (PL-AP)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Gilberto Nascimento (PMDB-SP)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Heleno Silva (PL-SE)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Ildeu Araújo (PP-SP)
João Grandão (PT-MS)
Paulo Gouvêa (PL-RS)
João Magalhães (PMDB-MG)
Ricardo Rique (PL-PB)
Jonival Lucas Júnior (PTB-BA)
César Bandeira (PFL-MA)
Wellington Roberto (PL-PB)
Benjamin Maranhão (PMDB-PB)
Magno Malta (PL-ES)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Feu Rosa (PP-ES)
Robério Nunes (PFL-BA)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)

 

Excelências chega aos 2,5 milhões de consultas


Dos 419 candidatos de vinte estados completados, 150 (36%) têm algum problema com a Justiça ou com os Tribunais de Contas

O projeto Excelências, da Transparência Brasil, atingiu hoje a marca de 2,5 milhões de consultas a históricos de candidatos à reeleição à Câmara dos Deputados.
O Excelências foi concebido para permitir ao visitante comparar os históricos dos candidatos para melhor decidir seu voto. Seu sucesso é um indicador da demanda por esse tipo de informação, que a Transparência Brasil tem ajudado a satisfazer.
Vinte estados já foram incluídos no cadastro e os sete restantes serão completados nos próximos dias.
Um aspecto saliente desse conjunto de candidatos é a enorme quantidade deles que enfrentam problemas na Justiça por algum motivo. O tema rendeu a manchete do jornal O Globo do último domingo, baseada no projeto Excelências.
Nada menos de 150 dos 419 candidatos cujos históricos já foram publicados mostram-se vulneráveis sob esse ponto de vista. E o número vai aumentar ainda mais, com a entrada no ar dos 67 candidatos restantes que buscam reeleição.
É a seguinte a distribuição desses 150 candidatos por estados:

SP 29
MA 5
RJ 19
TO 5
MG 16
AM 4
BA 10
GO 4
PR 10
PE 3
SC 9
RO 3
RS 7
RR 3
AP 6
AC 2
CE 6
SE 2
PA 6
DF 1


Os candidatos problemáticos estão presentes em praticamente todos os partidos, conforme mostra a tabela:

PMDB 32
PSB 7
PP 22
PDT 3
PL 20
PPS 1
PTB 20
PRONA 1
PFL 16
PSC 1
PT 14
PSOL 1
PSDB 11
PV 1




quinta-feira, agosto 10, 2006

 

NÃO VOTE EM MENSALEIRO


Procurador da Câmara dos Deputados ameaça Transparência Brasil por campanha contra voto em indiciados por crimes

O deputado Ney Lopes, procurador legislativo da Câmara dos Deputados, ameaçou processar a organização não-governamental Transparência Brasil pelo fato de esta promover a campanha “Não vote em mensaleiro” (e sanguessuga, gafanhoto etc.).
A campanha exorta o eleitor a não votar em indivíduos indiciados na Justiça por diferentes tipos de crimes.
Conforme ofício dirigido à entidade pelo gabinete do deputado Lopes, a campanha “Não vote em mensaleiro” atentaria contra o Parlamento Nacional.
Em resposta ao deputado Lopes, o diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, afirma que

“Não há razão jurídica que impeça qualquer cidadão ou organização de pregar ao eleitor que evite votar neste ou naquele indivíduo por qualquer razão que seja, desde que verídica.
“É verídico que parlamentares foram indiciados na Justiça como réus em inquéritos relativos a escândalos como os do Mensalão, dos Sanguessugas, dos Gafanhotos e tantos outros.
“Sendo verídico, nada há que nos impeça de instar o eleitor a evitar votar no gênero de indivíduo que se comporta de modo a dar motivos para sofrer indiciamento criminal.
“Observo, ainda, que o uso da Procuradoria Parlamentar da Casa para pressionar uma entidade no sentido de esta deixar de exercer o que é um direito constitucionalmente assegurado nada tem a ver com a preservação de direitos da Câmara dos Deputados, mas representa meramente a defesa de interesses individuais de parlamentares acusados de crimes.”
NÃO ACEITE DESCULPAS
NÃO REELEJA NINGUÉM

 

OS SANGUESSUGAS

O PL lidera a lista com 18 citados. Na seqüência aparecem: PTB (16), PP (13), PMDB (8), PFL (7), PSB (4), PT (2), PRB (2) e PSC (1).
Dos 18 parlamentares que foram absolvidos pela CPI dos Sanguessugas, 11 são da base aliada do governo e sete da oposição.
O PP tem o maior número de parlamentares que escaparam de um processo de perda de mandato porque a comissão não encontrou provas contra eles. Cinco foram absolvidos. Na seqüência aparecem: PMDB (3), PSDB (3), PFL (2), PPS (1), PSC (1), PTB (1) e PSB (2).
PL, PTB, PP, PMDB, PSB, PT, PRB são da base aliada e PSDB, PFL, PSC e PPS, da oposição.

Lista dos SanguesSugas
(esta por ordem de estado)

João Correia (PMDB-AC)
Junior Betão (PL-AC)
João Caldas (PL-AL)
Benedito Dias (PP-AP)
Coronel Alves (PL-AP)
Eduardo Seabra (PTB-AP)
Coriolano Sales (PFL-BA)
Jonival Lucas Junior(PTB-BA)
Reginaldo Germano (PP-BA)
Robério Nunes (PFL-BA)
Almeida de Jesus (PL-CE)
Jorge Pinheiro (PL-DF)
Marcelino Fraga (PMDB-ES)
Sen. Magno Malta (PL-ES)
César Bandeira (PFL-MA)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Cleuber Carneiro (PTB-MG)
Isaías Silvestre (PSB-MG)
João Magalhães (PMDB-MG)
José Militão (PTB-MG)
Osmânio Pereira (PTB-MG)
João Grandão (PT-MS)
Celcita Pinheiro (PFL-MT)
Lino Rossi (PP-MT)
Pedro Henry (PP-MT)
Ricarte de Freitas (PTB-MT)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Sen. Serys Slhessarenko (PT-MT)
Josué Bengston (PTB-PA)
Raimundo Santos (PL-PA)
Benjamin Maranhão (PMDB-PB)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Ricardo Rique (PL-PB)
Wellington Roberto (PL-PB)
Sen. Ney Suassuna (PMDB-PB)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Iris Simões (PTB-PR)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Almir Moura (PFL-RJ)
Carlos Nader (PL-RJ)
Elaine Costa (PTB-RJ)
Fernando Gonçalves (PTB-RJ)
João Mendes de Jesus (PSB-RJ)
José Divino (PRB-RJ)
Laura Carneiro (PFL-RJ)
Paulo Baltazar (PSB-RJ)
Paulo Feijó (sem partido-RJ)
Reinaldo Betão (PL-RJ)
Reinaldo Gripp (PL-RJ)
Vieira Reis (PRB-RJ)
Agnaldo Muniz (PP-RO)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Alceste Almeida (PTB-RR)
Edir Oliveira (PTB-RS)
Érico Ribeiro (PP-RS)
Paulo Gouveia (PL-RS)
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Cleonâncio Fonseca (PP-SE)
Heleno Silva (PL-SE)
Amauri Gasques (PL-SP)
Edna Macedo (PTB-SP)
Ildeu Araújo (PP-SP)
Irapuan Teixeira (PP-SP)
João Batista (PP-SP)
Marcos Abramo (PP-SP)
Neuton Lima (PTB-SP)
Vanderlei Assis (PP-SP)
Wanderval Santos (PL-SP)
Maurício Rabelo (PL-TO)
Pastor Amarildo (PSC-TO)

sábado, maio 27, 2006

 

EM TAMBÉM JÁ ESTOU EM CAMPANHA


Recebi mensagens de blogeiros solicitando a utilização do logo. TODOS ESTÃO AUTORIZADOS A UTILIZAR O LOGO DO "TROCA TUDO" EM CAMISAS, ADESIVOS, BANDEIRAS, OUTDOOR etc.



O uso somente não está autorizado para comercialização.

 

NÃO REELEJA NINGUÉM

Sanguessugas devem escapar da cassação este ano

A decisão de transferir para as investigações da "máfia das sanguessugas" para a Procuradoria Geral da República (PGR) ontem deverá livrar de um processo político, nessa legislatura, os parlamentares que participaram do esquema.
Segundo o deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), que participava da comissão de sindicância da Corregedoria da Câmara, criada para investigar 16 deputados envolvidos no caso, os trabalhos estavam adiantados a ponto de parlamentares já poderem responder no Conselho de Ética.
"Já estava tudo pronto para que as providências fossem tomadas, mas mandaram parar os trabalhos. Não entendo isso. Nós não investigamos o mensalão? Qual a razão de agora não podermos fazer o mesmo? Lamentavelmente, a parte política não vai ser julgada", disse.
O deputado lembrou que em julho a Câmara entrará obrigatoriamente em recesso, o que significa que se os julgamentos não forem iniciados no mês que vem, os processos só poderão ser abertos na Câmara e no Senado em agosto, em plena campanha eleitoral.
"Nós estávamos dispostos a fazer um mutirão na Corregedoria e no Conselho para dar tempo de fazer a investigação política, mas não acredito mais nisso", disse Carimbão.
Segundo a assessoria da Câmara, se os processos fossem iniciados neste ano, mesmo com o fim da legislatura, os casos referentes aos deputados reeleitos poderiam ser retomados no ano que vem, quando começa um novo mandato.
http://www.congressoemfoco.com.br/

 

Não Perca a Conta

Câmara absolve Vadão Gomes
Plenário acolhe parecer do Conselho de Ética e absolve décimo primeiro deputado acusado de ter recebido recursos do valerioduto.

Por 243 votos a 161, o Plenário da Câmara aprovou, no início da noite, o parecer do Conselho de Ética que recomenda a absolvição do deputado Vadão Gomes (PP-SP). Para que o parlamentar fosse cassado, eram necessários pelo menos 257 votos contrários ao relatório. Ao todo, 425 deputados votaram. Houve ainda quatro votos brancos, um nulo e 16 abstenções.Vadão é o décimo primeiro deputado acusado de ter recebido recursos ilegais do empresário Marcos Valério a escapar da cassação.
Só três dos 18 acusados de receberem do valerioduto perderam o mandato: Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).
Outros quatro renunciaram ao mandato para se livrar da degola. Agora resta a análise apenas do processo do ex-líder do PP José Janene (PR), que está de licença médica.
O relator original do caso, Moroni Torgan (PFL-CE), havia pedido a cassação de Vadão. Porém, o voto dele foi derrubado pelos demais integrantes do Conselho de Ética. Coube ao deputado Eduardo Valverde (PT-RO) elaborar o voto da absolvição, aprovado posteriormente pelo colegiado.
Vadão é acusado de ter recebido R$ 3,7 milhões do valerioduto. Em depoimento ao próprio conselho, Marcos Valério afirmou ter depositado o dinheiro na conta do deputado, mas depois voltou atrás e disse ter feito o repasse pessoalmente em duas ocasiões através de malas de dinheiro em um hotel em São Paulo.
No dia 5 de julho de 2004, o empresário teria entregue R$ 1 milhão e no dia 16 de agosto do mesmo ano, os R$ 2,7 milhões restantes. A contradição de Valério e o fato de o empresário não se lembrar do nome do hotel onde o pagamento teria sido efetuado foram os principais argumentos da defesa do deputado. O parlamentar negou ter encontrado Valério. Ele argumentou estar em sua fazenda em Taruma (GO) no dia 5 de julho e em um frigorífico de sua empresa em Mineiros (GO) no da 16 de agosto.
Durante as investigações, o parlamentar teve o seu sigilo telefônico e bancário quebrado. Nas 21 contas de suas empresas, não foi detectada nenhuma movimentação que pudesse ligar o deputado ao mensalão. No entanto, foram detectadas algumas ligações entre telefones de Marcos Valério e de Vadão Gomes. O parlamentar disse nunca ter falado diretamente com Marcos Valério, mas não afastou a possibilidade de seus assessores falarem com funcionários das empresas de Valério.

domingo, abril 23, 2006

 

Quem faltou

Quais foram os parlamentares que faltaram a pelo menos uma das votações de perda de mandato, com as justificativas apresentadas por cada um deles. Os 21 deputados que se ausentaram exclusivamente por tratamento de saúde ficaram de fora da lista.
9 faltas

Enio Tatico (PTB-GO) O deputado faltou nove vezes. Duas foram justificadas por tratamento médico, outras quatro por missão oficial autorizada, e três estão sem justificativa. A assessoria do deputado disse que as faltas referem-se a compromissos no interior de Goiás.
Vittorio Medioli (PV-MG) A página do deputado justifica oito das nove faltas como licença para tratamento médico e uma como missão oficial. Procurada pelo Congresso em Foco, sua assessoria não explicou que missão foi essa.
7 faltas
Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO) A deputada faltou sete vezes, sendo três justificadas na Câmara como missão oficial. Justificou as outras faltas como compromissos com o estado e com a bancada estadual.
Nicias Ribeiro (PSDB-PA) O deputado faltou uma vez para tratamento médico. Cinco ausências foram justificadas como missão oficial e uma ficou sem justificativa. A assessoria do deputado disse que ele tinha compromissos no estado.
6 faltas
Francisco Appio (PP-RS) O deputado faltou seis vezes, duas justificadas no portal da Câmara como missão oficial. A assessoria do deputado disse que ele compareceu a reuniões na Assembléia Legislativa do estado do RS, sobre pedágios; do SOS Caminhoneiro, no RS; posse da presidência da Federação da Agricultura do RS; e acompanhou a mulher em procedimento médico.
Mauro Passos (PT-SC) Quatro das seis faltas foram justificadas como missão oficial. O deputado não deu explicações sobre as ausências.
5 faltas
Aníbal Gomes (PMDB-CE) Das cinco faltas, quatro foram justificadas por tratamento médico. A quinta ausência não foi justificada. Acionada por e-mail e por telefone, sua assessoria não deu explicações sobre os motivos.
Dr. Benedito Dias (PP-AP) Das cinco faltas, quatro foram justificadas por tratamento médico. A quinta ausência não foi justificada. Sua assessoria não deu retorno ao Congresso em Foco.
Paulo Feijó (PSDB-RJ) Das cinco faltas, quatro foram por missão oficial e uma sem justificativa. A assessoria do deputado disse que ele estava em campanha. Concorreu a prefeito da cidade fluminense de Campos dos Goytacazes.
Paulo Pimenta (PT-RS) Faltou cinco vezes, sendo duas justificadas por missão oficial. A assessoria do deputado, que está em licença médica, não deu explicações para as ausências.
Sandro Matos (PTB-RJ) Das cinco faltas, duas foram ocasionadas por missão oficial. O deputado não respondeu às tentativas de contato do Congresso em Foco.
Wilson Santiago (PMDB-PB) O deputado, que faltou cinco vezes, não justificou nenhuma ausência para a mesa da Câmara. A sua assessoria disse que o deputado esteve ocupado com compromissos com a bancada, quando foi eleito novo líder do partido. "Ele sempre estava presente em plenário, mas tinha que sair para tratar de assuntos da bancada", disse a assessoria.
VEJA A LISTA COMPLETA ACESSANDO O LINK DO TÍTULO DA MATÉRIA.

 

Advinhe quem não veio para votar

Dor de barriga e campanha política estão entre as justificativas dos ausentes às votações dos processos de cassação na Câmara
Aline Dias Paz

Quase metade dos deputados federais faltou a pelo menos uma das 11 votações realizadas até agora no plenário da Câmara para julgar processos de perda de mandato de parlamentares acusados de envolvimento com o mensalão. É o que mostra minucioso levantamento feito pelo Congresso em Foco durante as últimas duas semanas.
O total de faltosos atingiu a marca de 239. Ou seja, 46,6% dos 513 parlamentares que compõem a Câmara. Excluindo quem justificou as faltas por motivo de tratamento de saúde, 218 deputados - 42,5% do total - deixaram de comparecer às votações de perda de mandato.
Nada menos que 153 desses 218 ausentes (70%) pertencem a partidos da base governista. Os campeões de ausências, em número de deputados, são o PMDB, o PT e o PTB. Nesses três partidos, registraram-se, respectivamente, 39, 33 e 27 parlamentares faltosos. Os demais ausentes na base governista distribuíram-se da seguinte forma: 21 do PP, 18 do PL, 11 do PSB e 4 do PCdoB.
Apesar do predomínio de faltas na base governista, dois partidos da oposição apareceram com expressivo número de deputados ausentes às votações: o PFL, que ficou em quarto lugar em total de ausências, com 23 parlamentares faltosos; e o PSDB, que, com 18 ausentes, empatou com o PL no sexto lugar.
Leia toda a matéria acessando o link
www.congressoemfoco.com.br

sexta-feira, abril 21, 2006

 

LISTA DE DEPUTADOS


NOS ARQUVIOS DE MARÇO ESTÁ DISPONIBILIZADA A LISTA DE TODOS OS DEPUTADOS POR REGIÃO E ESTADO PARA QUE VOCÊ NÃO ESQUEÇA O NOME DOS QUE HOJE ESTÃO NOS CAUSANDO TANTA VERGONHA DE SERMOS BRASILEIROS. E TAMBÉM PARA QUE VOCÊ LEMBRE EM QUEM NÃO VOTAR.

 

Qual o papel das CPIs?

Frei Betto* escreveu está semana para a Folha sobre o papel das CPI´s e do Congresso Nacional como um todo. Ele afirma que “as CPIs precisam recorrer à UTI para uma cirurgia reparadora. Agem como delegacia em inquérito policial. Fulanizam denúncias de corrupção, como se meter a mão em dinheiro escuso decorresse apenas de desvios de caráter. Esquecem que a ocasião faz o ladrão, e não questionam as instituições nem a própria legislação do país, pela qual os parlamentares são responsáveis.” Diz que a exposição televisiva somente torna o processo um verdadeiro circo onde acusar e humilhar é o mais importante. Além disso diz que os Sr. Deputados “não investigam, não lêem relatórios, atuam movidos pelo ímpeto de destruir o partido adversário e blindar o próprio”.

Leia abaixo o restante texto.

“Uma casa legislativa não merece ser confundida com delegacia. Não condiz com a sua natureza pressionar os interrogados até que, sob tortura psicológica, passem à condição de réu. O ônus da prova cabe a quem acusa. A menos que o interrogado tome a iniciativa de admitir sua culpa, como ocorreu com vários acusados.
Não se pode reduzir a ética ao comportamento individual, como se fosse ele o único responsável pela corrupção. Há que levar em conta a teia de relações sociais e conexões institucionais configuradoras de realidade. Não basta identificar o corrupto, é preciso ir às causas da corrupção. Este o papel que distingue uma CPI de um inquérito policial.
Cabe ao Legislativo normatizar as instituições nacionais, imprimir-lhes legalidade, estabelecer seus direitos, deveres e limites, e também pesquisar as brechas na legislação que favorecem a corrupção. Como as empresas burlam o fisco e fazem caixa dois? Por que a facilidade em remeter fortunas ao exterior? O que dificulta a transparência na contabilidade dos partidos? Onde estão os furos nos financiamentos de campanhas? Por que tantas fraudes em licitações? Isso, sim, é legislar.
Uma CPI não deveria jamais encerrar seus trabalhos apresentando à nação um rol de suspeitos. Para não correr risco de falso testemunho, melhor não nomeá-los se não há provas convincentes e contundentes. Toda pessoa cuja honra é maculada levianamente em poucos minutos está fadada a passar o resto da vida tentando limpar seu nome.
Cabem ao Ministério Público e à polícia investigar, apontar e punir os que comprovadamente infringiram a lei. As CPIs deveriam sobremaneira debruçar-se sobre o desempenho do Congresso e apurar as causas da corrupção, da malversação, da quebra do decoro parlamentar. E essas causas muitas vezes deitam raízes na própria legislação que rege as nossas instituições e que mais parece um queijo suíço, tantos os buracos pelos quais se introduz a ação criminosa. E a legislação tem sua origem no Congresso. Legislar é a função precípua dos que são eleitos parlamentares.
O povo tem o direito de fazer tudo que a lei não proíbe; contudo, as autoridades só deveriam fazer o que a lei permite. É desalentador ver uma CPI desaguar num mar de ilações, quando tanto se esperava que, alertado por ela, o Congresso tomasse a si a tarefa de apressar a reforma política. O que é feito para impedir que partidos incorram novamente em maracutaias?
Desde que me entendo por gente observo que certas palavras resumem os paradigmas que mobilizam a nossa vida política. Nos anos 50/60, o tema era desenvolvimento; nos anos 70/80, democracia; nos anos 90, modernização; agora, ética.A ética resvala para o moralismo udenista quando desvinculada da produção de sentido.
Note-se que a moral tende a cair no moralismo, mas sequer existe o vocábulo "eticismo". Porque a ética, tão bem enfatizada nas obras de Aristóteles, implica princípios universais, perenes, norteadores dos grandes projetos humanos. É ela que nos fornece os elementos para o "discernimento militante", como diz Emmanuel Mounier.Se os nossos partidos políticos perdem de vista as estratégias históricas, trocam o projeto de nação pelo de eleição, deixam de produzir sentido à nação e se tornam meros consórcios de disputa de poder, então a ética volatiliza-se na abstração dos discursos demagógicos, e os políticos resvalam para o terreno da hipocrisia. Hipócrata era o ator que, no antigo teatro grego, fazia parte do coro que proclamava o contrário do que de fato ocorria no palco.
Mais grave que a corrupção é uma eleição desancorada de consistentes projetos capazes de fazer o Brasil não ter vergonha de si mesmo, de suas crianças consumidas pelo narcotráfico, de multidão deambulando sem-terra, enfim, projetos que alterem o mais grave de nossos problemas: a desigualdade social. Não é a um candidato que o eleitor quer dar o seu voto, é à esperança.”
É difícil não perceber que os atuais deputados e senadores não merecem nosso voto e não representam em absolutamente nada os anseios do Brasil.
NÃO ACEITE DESCULPAS.
NÃO REELEJA NINGUÉM.

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 61, frade dominicano e escritor, é autor de "A Obra do Artista - Uma Visão Holística do Universo" (Ática), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004).

domingo, abril 16, 2006

 
Eliane Cantanhêde escreve hoje (16/04) no FOLHA OPNIÃO (matéria para assinantes) um artigo sobre a impotência do Congresso Nacional e o problema que será fazer uma verdadeira "renovação".

“Quando se pensa no Legislativo, sempre se pensa no plenário votando projetos e cassações sugeridas por CPIs ou produzindo uma discurseira infinita. Mas o Legislativo é muito mais do que isso. Em tese, debate todas as áreas, sofre pressões, atende ou não os mais variados interesse. E vota como o Orçamento da União deve ser empregado em favor do país e dos cidadãos.
Por isso, é aterrorizante chegar a meados de abril sem que o Congresso tenha votado o Orçamento de 2006, e com o Executivo -que, portanto, deve executar o que o Congresso aprova- editando medida provisória para poder gastar R$ 26 bilhões.
Os motivos são conjunturais e estruturais. Paralisado por CPIs, denúncias, mensalões, falta de líderes, o Congresso está incapaz de discutir e votar o que quer que seja. E os governos, há tempos, esforçam-se para se livrar da fiscalização e da co-participação do Congresso. Daí porque os velhos decretos-lei sobrevivem como MPs -uma forma de o Executivo executar o que ele próprio legisla.
O efeito tem reflexos no terceiro Poder, o Judiciário, que cada vez mais avança sobre as prerrogativas do Legislativo e julga subjetivamente -o que também é uma forma de legislar. Em resumo, o Executivo legisla, o Judiciário legisla, e o Legislativo não.
O efeito de tudo isso é dramático para a importância e a imagem do Congresso. O que é funestamente desencorajador de novos talentos na política. Antes, os melhores alunos, os mais brilhantes oradores, os médicos mais respeitados, os líderes sindicais mais aguerridos entravam para a política, com uma bandeira, uma causa. E agora? Ou o filho do político, mantendo tradição e poder, ou os que querem "se dar bem".
Os candidatos a presidente estão metidos numa carnificina, enquanto nos bastidores, ou nos subterrâneos, o Congresso prepara-se para uma renovação de no mínimo 25% de seus quadros. "Renovação" tinha uma conotação positiva, um sopro de novidade. Hoje, dá um frio na espinha.”

Ninguém imaginou que isso seria fácil. Garimpar um bom candidato é tão difícil quanto garimpar ouro. O que temos que entender é que não existe almoço grátis. Nossos representantes são o reflexo do nosso empenho na procura de bons representantes.
NÃO ACEITE MAIS DO MESMO. NÃO ACEITE DESCULPAS.
NÃO REEELEJA NINGUÉM.

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